A Covardia de Joaquim Barbosa já era esperada!

Joaquim Barbosa anuncia que não será candidato à Presidência através das redes sociais:

“Não acredito que esta eleição mude o país. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais, econômicos. É um país que tem um histórico de dificuldades imensas para assimilar relações econômicas saudáveis. […] Os políticos criaram um sistema político de maneira a beneficiar a eles mesmos. O sistema não tem válvula de escape. O cidadão brasileiro vai ser constantemente refém desse sistema. Você não tem como mudá-lo. Esse sistema contém mecanismos de bloqueio que servem para cercear as escolhas do cidadão.”

(Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que renunciou a ser candidato a presidente da República)

A noticia causou grande alvoroço no meio politico e trouxe algumas reflexões sobre sua possível candidatura. Assim como fez no mensalão Joaquim Barbosa se acovardou e decepcionou brasileiros que enxergavam nele talvez a esperança do combate a corrupção nesse país.

O Jornalista Ricardo Noblat, publicou em seu Blog uma excelente reflexão sobre o ex ministro, veja;

O mau exemplo de Joaquim Barbosa.

Joaquim Barbosa implodiu-se. Aconteceu agora. Poderia acontecer durante a campanha à primeira provocação forte de algum adversário. Ou diante de uma simples pergunta embaraçosa feita por um jornalista.

Não era do ramo. Desprezava quem fosse. Não queria ser refém do sistema político apodrecido. Não acreditava que pudesse reformá-lo. A família era contra sua candidatura.

Saiu de cena com uma entrevista melancólica concedida a Lauro Jardim, de O Globo. Disse que vê três riscos no horizonte: a eleição de Jair Bolsonaro, ou a de Michel Temer, e espaço para um golpe militar.

Ora, se Bolsonaro se eleger foi porque teve mais votos. Temer, também. É do jogo democrático. Ou Joaquim acha que a democracia por aqui é tão frágil que não sobreviveria à eleição de um deles?

Não há risco de um golpe militar. Nem militares interessados em dar um golpe – salvo algumas figurinhas carimbadas que vestiram o pijama da aposentadoria, os sem soldados e sem armas.

Mas digamos que existissem os três riscos apontados por Joaquim. Um brasileiro responsável, com chances de se eleger, não estaria obrigado a sacrificar-se para exorcizar tais ameaças? Ou não é responsável.

Com seu gesto, Joaquim demonizou a política. Reforçou a certeza dos que a enxergam como uma profissão reservada a bandidos. E desestimulou o surgimento de novas, sinceras e bem intencionadas vocações.

 

 

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