Aluna defende o direito de usar armas pesadas,nas ruas americanas e na universidade e gera debate sobre liberdade nos EUA

Uma mulher que posou para suas fotos de formatura nos Estados Unidos, com um rifle pendurado nas costas, gerou um grande debate sobre liberdade pessoal, “privilégio branco” e porte de armas.

Kaitlin Bennet se formou em biologia pela universidade de Kent State, em Ohio. No dia seguinte, a jovem de 22 anos voltou ao campus da faculdade com um rifle AR-10, arma semiautomática, para posar para fotografias, enquanto segurava o chapéu de formatura em que podia ser lido: “Venha pegar”.

Bennet, disse que estava protestando contra a política da universidade de proibir estudantes, professores e funcionários de carregar “armas letais” no campus. Ao mesmo tempo permite que “convidados” portem armas nas áreas externas da instituição de ensino.

O tuíte dela foi compartilhado por mais de 4.800 pessoas e recebeu 19.000 curtidas, gerando uma onda de comentários positivos e negativos.

Em postagens posteriores, Bennet se explicou. a jovem disse que estava promovendo o “direito de se defender”.

Ativistas favoráveis às armas costumam defender o fim de “zonas livres de armamentos” e legislações que permitam que cidadãos “cumpridores da lei” possam usar armas tanto em ambientes fechados quanto em áreas externas. Eles argumentam que isso reduziria o número de fatalidades em atentados com armas.

Bennet disse que escolheu um AR-10 – versão mais poderosa do rifle AR-15, que foi usado nos últimos tiroteios em escolas americanas – porque a arma combinava com seu vestido branco e seu sapato de salto.

“Como mulher, eu me recuso a ser uma vítima e a Segunda Emenda da Constituição garante que eu não preciso ser uma”, tuitou.

Críticos rebateram dizendo que, ao mesmo tempo em que a Constituição garante o direito a ter armas, este direito pode ser regulado. Armas automáticas, como as usadas pelo Exército, já foram proibidas para porte de cidadãos nas ruas. Mas Bennet defende que as metralhadoras deveriam permitidas.

Uma das críticas a Bennet foi a de que, por ser branca, ela pode ter o “luxo” de carregar uma arma em público, enquanto minorias étnicas – que já são alvo de discriminação e suspeição- arriscariam provocar uma resposta violenta das autoridades.

Em 2016, Philando Castile, um homem negro, foi morto a tiros por um policial de Minnesota durante uma blitz de trânsito, após informar que possuía uma arma licenciada no carro.

Bennet respondeu a essas críticas dizendo que curte o “privilégio branco” de poder carregar seu rifle sem medo de sofrer “racismo flagrante”.

“Eu acho que é muito ofensivo às minorias”, disse ela numa entrevista à Fox News, na quinta. “Eu não acho que coisas ruins deveriam acontecer com eles.”

Mas a jovem acrescentou que foi escoltada durante as fotos por um segurança negro da universidade e que liderou uma manifestação no campus, em abril, pelo direito ao uso de arma que contou com a participação de alguns negros donos de AR-15. Segundo ela, não houve incidentes durante essa manifestação.

 

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Com informações do G1

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