Cai a casa de Cláudia Cruz TRF4 a condena por lavagem de dinheiro

Cláudia Cruz é acusada de ter usado e escondido no exterior dinheiro obtido por Eduardo Cunha em esquemas de corrupção. Na primeira instância, Moro absolveu a jornalista dizendo que não havia provas suficientes de que ela cometeu os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A analise do caso foi interrompida por um pedido de vista do terceiro desembargador, Victor Laus.

Dois dos tres desembargadores da 8ª turma do trf-4 votaram a favor da condenação de Cláudia cruz, mulher do ex deputado eduardo cunha. Até o momento Gebran neto votou pela condenação pelo crime de evasão de divisas. Leandro Paulsem pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Para Moro, Cláudia deveria “ter percebido que o padrão de vida levado por ela e por seus familiares era inconsistente com as fontes de renda e o cargo público de seu marido”.

Na apelação ao TRF-4, o Ministério Público Federal pediu a condenação de Cláudia ao afirmar que há provas de que ela escondeu e movimentou, em uma conta na Suíça, US$ 165 mil (quase R$ 600 mil pelo câmbio atual). Os procuradores dizem que ela tinha “plena consciência da óbvia origem ilícita dos valores” e que lavou dinheiro ao fazer “gastos com extravagância em hotéis, lojas de grife e restaurantes em Miami, Nova York, Paris, Milão e Madri”

Os advogados de Cláudia Cruz pedem a manutenção da sentença dada por Moro. Segundo a defesa, “valores supostamente oriundos da corrupção” não passaram pela conta da jornalista. Também não haveria provas “da intenção de ocultar ou dissimular os recursos tidos por ilícitos”, nem de “manter o depósito não declarado no exterior”.

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