Com a desistência de Barbosa PSB pode apoiar Alckmin e Ciro

Sem um nome para substituir  Joaquim Barbosa e lançar uma candidatura própria e sem um consenso em torno de um candidato de outro partido, o PSB pode optar por apoiar diversos presidenciáveis, a depender das alianças locais.

“Pelas circunstâncias de tempo pode se encaminhar para alianças diferentes em cada estado”, afirmou o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos principais entusiastas da candidatura do ex-ministro do STF.

Em São Paulo, Alckmin conta com o suporte de Márcio França, pré-candidato socialista ao Palácio dos Bandeirantes e vice do tucano na campanha de 2014. No Ceará, por sua vez, a pressão é por apoio a Ciro.

Um apoio ao ex-ministro também é articulado em outros estados do Nordeste, em troca da desistência de candidaturas do PDT a governos locais. Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB) quer o apoio de sua vice, Lígia Feliciano (PDT) para seu sucessor, João Azevedo (PSB). A pedetista ensaia uma candidatura própria.

A composição com Ciro é defendida pelos governadores socialistas Paulo Câmara (Pernambuco) e Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal). Ambos tentam a reeleição. A aliança também tem a aprovação do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, candidato do PSB ao Palácio da Liberdade.

Com um viés de esquerda, o PSB só lançou candidatos ao Palácio do Planalto duas vezes após a redemocratização. Parte da legenda lamenta a dificuldade de ter um nome próprio para 2018. “O ideal seria mostrar um projeto nacional”, afirmou Delgado.

No último congresso do PSB, em março, ficou definida como prioridade a eleição de dez governadores. O partido contabiliza hoje com 11 pré-candidatos para o comando dos governos estaduais.

Com informações do HuffPost Brasil

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