Marun diz que Temer teria resistido a uma tentativa de “golpe”

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou nota nesta sexta-feira, 17, para registrar que, há um ano, Michel Temer teria “resistido” a uma suposta tentativa de “golpe de Estado”. No comunicado à imprensa, o ministro se refere à divulgação de áudios gravados pelo executivo da JBS Joesley Batista – no qual Temer teria aconselhado o empresário a manter pagamentos para o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha – como “conflagração” e “conspiração asquerosa”.

“Hoje se completa um ano desde a conflagração da Conspiração Asquerosa que tentou depor o presidente Temer, a partir do vazamento de uma versão mentirosa de uma gravação ilegal feita por um criminoso orientado por setores da então cúpula da PGR. O presidente resistiu, todavia os prejuízos para o Brasil foram imensos e materializados na não aprovação da imprescindível modernização da nossa Previdência”, afirma o ministro.

Na mesma nota, Marun diz que, desde o episódio, o governo aprendeu “a navegar na tempestade” e conclui que “valeu a pena resistir”. “A CPI da JBS praticamente comprovou tudo que estou afirmando, todavia, infelizmente, os responsáveis por esta tentativa de Golpe de Estado continuam impunes e a verdade sobre estes fatos ainda não foi devidamente revelada ao Brasil. Quanto a nós, o governo aprendeu a navegar na tempestade, e, apesar de tudo isto, conseguimos fazer com que o Brasil retomasse o caminho do crescimento. Em resumo, valeu a pena resistir”, conclui o texto.

A divulgação dos áudios gravados por Joesley aconteceram no dia 17 de maio do ano passado, em reportagem do jornal “O Globo”. Também vieram à tona, na época, imagens do ex-assessor de Temer, o deputado Rocha Loures, correndo com uma mala de dinheiro que, supostamente, teria o presidente como destinatário final. O episódio fez com o que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentasse duas denúncias contra Temer. Com ampla maioria, o Congresso Nacional rejeitou pedido para abrir as investigações e afastar o presidente do cargo.

Estadão

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