O Ditador Nicolás Maduro, foi reeleito na Venezuela para mais 6 anos de mandato, mas enfrenta crise e desconfiança internacional.

Ditador recebeu dois terços dos votos, em pleito em que 54% do eleitorado não foi às urnas.

Nicolás Maduro, foi reeleito para mais 6 anos de mandato após as eleições deste domingo (20), que tiveram horário ampliado, denúncias de fraude, tentativa de boicote da oposição, abstenção de 54% e falta de reconhecimento por grande parte da comunidade internacional.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral, Nicolás Maduro venceu com 67,7% dos votos válidos. O chavista obteve 5.823.728 votos, com 96,6% das urnas apuradas até as 23h30. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, anunciou que a votação teve a participação de 46% do eleitorado e um total de 8,6 milhões de votos.

Maduro celebrou o resultado dizendo que seus adversários o “subestimaram” e que sua vitória foi “histórica” e “quebrou recordes”. Segundo ele, o resultado seria o mesmo caso a oposição não tivesse boicotado as eleições. Diversos partidos e candidatos oposicionistas relevantes estavam inelegíveis.

Em um pronunciamento no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, o ditador venezuelano disse estar disposto a conversar com seus opositores e que seu governo deseja a paz. O chavista afirmou também que o país não terá eleições nos próximos dois anos.

O candidato opositor Henri Falcón, ficou em segundo lugar com 1,8 milhão de votos (21%). Ele defendeu que novas eleições ocorram em outubro deste ano devido a manipulações realizadas pelo governo, como entrega de alimentos e dinheiro a quem votasse.

O líder ditador repudiou a posição do candidato opositor Henri Falcón de não reconhecer o pleito. Mas em seu discurso de vitória, Maduro convocou os três candidatos derrotados para um diálogo a fim de atender as diferenças e enfrentar a crise do país.

Henri Falcón, Javier Bertucci (…) todos os líderes da oposição, que nos reunamos, nos encontremos e falemos da Venezuela, convido-os aqui e assumo a responsabilidade deste chamado”, disse Maduro diante de centenas de simpatizantes.

Vários países, incluindo União Europeia, EUA, Canadá e inúmeros Estados vizinhos, entre eles o Brasil  haviam pedido a suspensão das eleições por considerarem que não há condições para a realização de uma votação livre na Venezuela.

Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, declaram que não reconhecerão o vencedor. O mesmo foi reafirmado pelo governo americano.

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