Paulo Okamotto, presidente do instituto Lula, diz que foi a festas no sítio de Atibaia a convite de Marisa

presidente do Instituto Lula, Paulo Tarciso Okamotto, e outras quatro pessoas foram ouvidas como testemunhas no processo sobre o sítio de Atibaia, atribuído ao ex-presidente Lula.

Réu nesse processo, Lula é acusado de receber propina da Odebrecht e da OAS por meio da aquisição e de reformas no Sítio Santa Bárbara. A propriedade está no nome de Fernando Bittar, sócio de um dos filhos de Lula. Porém, a força-tarefa da Lava Jato afirma que Lula é o real dono do imóvel. Lula nega.

Para o juiz Sérgio Moro, Okamotto disse ter frequentado festas no sítio a convite do empresário Fernando Bittar e também de dona Marisa.

“Também fui a várias festas, convidado por ele [Bittar], convidado por dona Marisa, festa junina. Também fui outras vezes quando o presidente Lula estava chegando, eu precisava falar com o presidente, ele estava dizendo que estava indo pro sítio, eu acabava me encontrando lá”.

Okamotto disse que também tem um sítio na região. Quando Bittar comprou o sítio, ele queria mostrá-lo para Okamotto e saber onde comprava mudas, adubo. Segundo Okamotto, Bittar pediu uma assessoria e queria mostrar a casa e os lagos do sitío para ele.

Ainda durante o depoimento, Okamotto disse que houve um almoço em 2015 no Instituto Lula no qual foi discutida a possibilidade do ex-presidente Lula comprar o sítio de Atibaia.

“O presidente Lula, já há algum tempo, achava que precisava comprar o sítio como presente para dona Marisa. Ele tinha um pouco de dúvida, mas ele tinha essa intenção”. Segundo Okamotto, ele não participou do almoço.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi denunciado em maio de 2017 e se tornou réu em agosto no mesmo ano. Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), as melhorias no imóvel totalizaram R$ 1,02 milhão.

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