Raquel Dodge reitera o pedido ao STF de rescindir o acordo de delação de Wesley Batista

Para Raquel Dodge existem fundamentos suficientes para a rescisão dos acordos de colaboração firmados pelos delatores em maio de 2017. A suspensão definitiva depende de decisão do STF.

Em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira (18), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reiterou o pedido para que seja homologada a rescisão dos acordos de colaboração premiada firmados pela PGR com o empresário Wesley Batista e Francisco de Assis e Silva, sócio-proprietário e executivo do grupo J&F.

Wesley Batista e Francisco de Assis descumpriram termos do acordo de colaboração e “omitiram, de forma intencional, fatos criminosos dos quais eles já tinham conhecimento” quando fecharam o acordo com o Ministério Público Federal. segundo a procuradoria

O advogado de Wesley, Eugênio Pacelli, disse que o pedido da PGR “não surpreendeu”. Segundo o advogado, a PGR “continua sem convicção nenhuma sobre a existência de ilícito penal nos fatos que narra”. A defesa de Francisco de Assis e Silva disse que ele não vai se manifestar sobre o pedido da PGR.

As provas colhidas, no entanto, são válidas, de acordo com a PGR, e demonstram o conhecimento dos delatores da suposta atuação ilícita do ex-procurador da República Marcello Miller. Segundo a PGR, o ex-procurador prestou “relevante assessoria ao grupo J&F para auxiliá-lo na concretização dos acordos de leniência e de colaboração premiada”.

No documento enviado ao Supremo, Raquel Dodge apresenta diversos trechos que identificam o auxílio do então procurador Marcelo Miller na condução da colaboração premiada e do acordo de leniência firmados com executivos da J&F. Miller, em sua defesa, afirma que nunca fez “jogo duplo” ou “agiu contra a lei”.

 

A defesa de Marcelo Miller informou que é “espantoso” que a Procuradora Geral da República trate do assunto com base em informações “truncadas e incompletas”. em nota disse:

A defesa de Marcello Miller esclarece que:

1) é espantoso que a Procuradora Geral da República trate do assunto com base em informações truncadas e incompletas;

2) é inverídica e caluniosa a alegação de que solicitou ou recebeu valores de qualquer empresa, inclusive a J&F, por atividade preparatória, como pode ser apurado por todos os meios à disposição do MPF;

3) sua atividade era preparatória e voltada para o acordo de leniência, como também demonstrado por farta prova;

4) colaboração e leniência, quando tratadas conjuntamente, exigem coordenação, como reconhece e faz o próprio MPF.

A PGR rescindiu os acordos em fevereiro, mas a rescisão definitiva depende de homologação do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Com informações do G1

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