O Triplex atribuído a Lula vai a leilão amanhã e ainda não recebeu nenhum lance

Faltando um dia para o leilão do triplex em Guarujá , atribuído pelo Ministério Público Federal ao  Lula, o imóvel não recebeu nenhum lance.

Por G1 Paraná

O prazo para a apresentação das propostas termina às 14h de terça-feira (15). O apartamento foi avaliado pela Justiça em R$ 2,2 milhões.

A segunda data para tentar vender o apartamento está marcada para 22 de maio, no mesmo horário, com valor mínimo de 80% do valor de avaliação.

De acordo com a Marangoni Leilões, responsável por conduzir o leilão, caso não haja lances registrados no segundo prazo, o juiz federal Sergio Moro – responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância – é quem determina o que será feito.

Até a manhã desta segunda (14), o imóvel tinha sido visualizado no site por mais de 36 mil pessoas. Os lances devem ser feitos pela internet.

O vencedor terá 72 horas para fazer o pagamento. De acordo com o Código Civil e o o Código de Processo Civil (CPC), vai ser respeitado o direito de preferência a condôminos, coproprietários ou cônjuges.

O leiloeiro tem comissão de 5% do valor da venda.

Para visitar o triplex, a Justiça Federal determinou o pagamento de R$ 1 mil de caução. Até esta segunda-feira, de acordo com a Marangoni Leilões, uma pessoa havia pago o valor e visitado o imóvel.

Segundo a empresa leiloeira, a visitação foi suspensa durante a ocupação de manifestantes no local e retomada após a desocupação.

Na determinação do leilão, Moro tinha ordenado que os valores da venda devem ser “destinados, após o trânsito em julgado, à vítima no caso de confirmação do confisco ou devolvidos à OAS Empreendimentos ou ao ex-presidente no caso de não ser confirmado o confisco.”

O que diz a defesa
Em outras ocasiões, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reconheceu no julgamento do recurso de apelação “que o apartamento é e sempre foi de propriedade da OAS Empreendimentos”.

Segundo ele, Lula jamais teve a posse e muito menos a propriedade do imóvel. “A prova final é que o mesmo juiz Sérgio Moro reconhece que os recursos do leilão podem ir para a OAS”, apontou.

“Lula, portanto, jamais foi proprietário do apartamento, que foi usado em um enredo criado com o objetivo pré-determinado de condenar o ex-presidente, em um claro cenário de lawfare [guerra jurídica], que consiste no mau uso e no abuso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política”, concluiu o advogado.

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